quinta-feira, 31 de maio de 2012

With or without you

Quantos ainda estão no portão do paraíso decidindo se vão ou não entrar?
Quantos gritam e não são ouvidos nessa terra longa e fosca, quente e podre? Seus pulmões já a sangrar. 
Quantos pedem por si e por outros em tempo de desilusão?
Quantos podem ser tocados por amargas – ilusão -.

Não me ame em vida;
Não me ame em morte;
Apenas, me ame como ser frágil e insignificante que sou;
Apenas me ame como um ser humano, tão nobre e tão falho da forma exata que você me moldou. 

Menino da caverna

Eu acho que não quero mais gostar de você.
Gostar de você tem se tornado uma tarefa difícil demais. Pode ser mesmo que minha falta de paciência tenha vindo com o pacote do ascendente que nem eu sei qual é. Já parei pra pensar na hipótese de que a vilã da história seja eu, mas você sabe muito bem que é muito mais simples colocar a culpa em você. Em você que é tão flexível, tão calmo, superior a tudo e que irá aceitar. E você compreende agora porque eu cansei de gostar de você? A tua forma perfeita,
disciplina em tudo, suas atitudes tão bem planejadas e frases de efeito me frustram. É como viver na sombra. É feito um pássaro pousado no Cristo Redentor, ofuscado e sem aplausos. E não é só por não ter uma platéia. O fato é que tudo que vem de você me deixa impotente, sem reação. Todos os últimos farelos da minha história sobre ser bem resolvida foram varridos pelas suas características modelo. Eu quero gritar com você, chamar você de tudo, bater a porta do seu carro e não deixar você entrar, sem culpa nenhuma! Eu quero não conseguir contar nos dedos os teus defeitos. A minha ira é simplesmente você não me irritar. Por eu saber que eu vou sempre me render. E nem que eu fizesse aulas particulares eu conseguiria chegar aos
teus pés.  Não quero mais me sentir a simples mortal que me sinto estando com você. Não quero mais me punir por não ser tão boa. Não quero mais esse desequilíbrio. Não quero mais te admirar tanto. Não quero mais ter certeza de todos os meus defeitos.


Não quero mais gostar de você.

Incredible and Chemical

"Before I show you where the secret is
I want to turn you into this
I want to give you all my nothingness
I want to cover you with this


See my life, give me your life
Let me see, my life
Give me - your life
INCREDIBLE AND CHEMICAL"


terça-feira, 29 de maio de 2012

"A maioria dos dias do ano são comuns. Eles começam e terminam, sem nenhuma memória durável nesse tempo. A maioria dos dias não tem impacto no decorrer da vida."

500 Dias Com Ela.

O preto e o branco






Não esqueçam que por trás da escuridão, há sempre a luz

Real e invisível

“Com licença, estou infeliz. Estou mesmo. Não sei dizer o motivo, são algumas frustrações, algumas coisas muito minhas, algumas mágoas que não consigo colocar para fora, porque eu sou assim, escrevo, escrevo e escrevo, mas na hora de abrir a boca pra falar nem sempre sai. Tem coisa que guardo, tranco lá dentro e jogo a chave fora. Preciso me sacudir e fazer a coisa toda sair, mas nem sempre dá, então fico nessa vibe meio infeliz de tudo, infeliz com tudo, infeliz pra sempre. Até o dia que deixar de ser. Até o dia que conseguir falar, me expressar, fazer sair. Preciso de um laxante para as emoções.
Nunca sei direito se a vida me fez assim, as situações fizeram com que eu me tornasse assim, não sei, não sei. A última e única coisa que lembro é de sentir. Eu sinto o sentir. Sei que parece papo de louco, mas é verdade, é real, sinto demais. A realidade me consome. Mas me consome exageradamente.”
Clarissa Corrêa 

domingo, 27 de maio de 2012

Incubus

Tremia e transpirava, apesar de toda aquela clareza e de todo frio. 
Agitava-se em agonia num frenesi constante. 
A luz crescia sem parar. 
De súbito acordar, contatou a sede e o medo de amar.