E eu não sei onde estive, eu não sei no que estou me metendo, eu não sei o que eu fiz comigo. E enquanto eu assisto você desaparecer no chão, meu único erro foi eu nunca ter te deixado pra baixo. Então vou perder meu tempo, e vou queimar minha mente.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Eu assinei meu nome embaixo de cada texto pra você e, eu sei bem, que as palavras são errôneas e excessivamente cruéis. Estou partindo para um reino distante, com o choro entalado na goela e uma vontade de voltar e abraçar-lhe até o sufoco vir à tona e a gente se compreender novamente. Eu rezo baixinho pra que você entenda as minhas metáforas e o meu mal uso do discurso, porque eu sei que no fim ninguém abre os olhos e procura a lasca, a dor, a culpa e todo desejo de gritar que ainda dói. Eu guardo teu nome no meu peito onde pessoa alguma pode tocar, e sonho - com a esperança mutilada - que um dia nós ainda seremos um só. Lá no meu profundo, no âmago aonde não chegaram, na poesia que criei e que não notaram. Os meus abraços são poesia constantes e o meu adeus embargado na fala é o sinal de quem precisa ser descoberto, como se faltasse as camadas de proteção. Você me gritou um dia que seríamos grandes amigos pra agora dizer que eu devo mesmo ir. E eu estou indo. Para o longe, para o intragável, para o incompreensível. O céu é o limite de outro céu e a minha morte já aconteceu faz tempo. “Mas eu te amo, eu digo pra mim, "eu te amo como se ama um passarinho morto".
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
domingo, 3 de fevereiro de 2013
A fossa da rima
As nuvens no céu tão azuis
seus olhos nos meus, minha cruz
estou pregada a ser somente sua
E um beijo marcado em meu véu
é mais um beijo marcado ao léu
eu não pude dizer adeus, amor
E agora o que faço de mim?
sem você eu só vivo assim
chorando pelos cantos a toa
Mas se você retornar num instante
estarei novamente ofegante
pra te dizer que aceito, sim.. meu amor
E agora o que faço disso
não sei se é riso ou compromisso
me dá as mãos e depois, indeciso
vira as costas do meu paraíso
E eu não sei o que faço disso
é que eu não sei ser tão submisso
como um tormento, uma fala, um aviso
retorne logo ao meu paraíso
seus olhos nos meus, minha cruz
estou pregada a ser somente sua
E um beijo marcado em meu véu
é mais um beijo marcado ao léu
eu não pude dizer adeus, amor
E agora o que faço de mim?
sem você eu só vivo assim
chorando pelos cantos a toa
Mas se você retornar num instante
estarei novamente ofegante
pra te dizer que aceito, sim.. meu amor
E agora o que faço disso
não sei se é riso ou compromisso
me dá as mãos e depois, indeciso
vira as costas do meu paraíso
E eu não sei o que faço disso
é que eu não sei ser tão submisso
como um tormento, uma fala, um aviso
retorne logo ao meu paraíso
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Meu doce querer
Quero sentir o sabor de mil cigarros, mil goles secos da bebida mais barata, mil palavras ditas em vão, mil afagos nunca mais dados, quero sentir o prazer de ser inútil e vazia.
Quero ser um nada por toda eternidade.
Quero ser um nada por toda eternidade.
sábado, 26 de janeiro de 2013
“Aí o telefone tocou. Deixei tocar. Nunca atendia ao telefone na parte da manhã. Tocou cinco vezes e parou. Eu estava sozinho comigo mesmo. E, por mais repugnante que fosse, era melhor que estar com alguém, qualquer um, todos lá fora fazendo seus pequenos truques e piruetas. Puxei as cobertas até o pescoço e esperei. Decidi ficar na cama até o meio-dia. Talvez então a metade do mundo estivesse morta e ele seria menos difícil de enfrentar.”
— Charles Bukowski.
— Charles Bukowski.
Assinar:
Postagens (Atom)
