E eu não sei onde estive, eu não sei no que estou me metendo, eu não sei o que eu fiz comigo. E enquanto eu assisto você desaparecer no chão, meu único erro foi eu nunca ter te deixado pra baixo. Então vou perder meu tempo, e vou queimar minha mente.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
A menina do balão vermelho - Banksy
A menina do balão
vermelho caminha pelas ruas, caminhando vai seguindo os muros, em alguns
muros percebe passagens, entradas, becos, outros lugares, só a
barreiras nenhum caminha por onde ir ou vir. A menina continua
caminhando, segurando o seu balão ela vai pensando, à passagens que ela
nunca ira passar, lugares por onde nunca irá caminhar, coisas e pessoas
que em nenhum momento da vida ela verá ou conhecerá.
Em
algum momento ela se entristece, pensa que perdera muita coisa e isso
não a deixará evoluir. Mas a caminhada não para é ininterrupto, o balão
as vezes chacoalha com o vento, parece que vai sair das mãos, mas a
menina segura com força não pensa em abandonar sua única companhia.
Em
alguns minutos uma percepção rápida lhe toma a mente, não se pode ter
saudade do que não se conhece que se for de ser, um dia será, não
precisara lagrimas, apenas será, assim como as ondas que quebram na
praia sem ter noção de onde esta indo.
É
o caminho que a vida toma, pode ser que entre por todas as passagens ou
apenas siga os muros sem desviar pelos lados, sem fazer voltas ou mudar
de rumo.
A
menina do balão vermelho sabia que era muito jovem pra se preocupar com
essas coisas, mas de fato ela se preocupava e não sabia por que, em
algum momento ela perdeu a inocência, ou foi a inocência que dela se
perdeu.
A
menina ao pensar nisso apenas sorriu, olhou para o balão que a tanto
caminha ao seu lado preso, agarrado a sua mão, lembrou que por vezes ele
parecia tentar fugir, era só o vento soprar e o balão tremulava todo,
como quem quisesse com vento seguir.
Pensou que motivo não tinha mais pra carregar o balão consigo, não queria ser desse tipo de pessoa que prende, que limita.
Abriu a mão e soltou a fita que prendia o balão a ela, o balão vermelho foi subindo com o vento indo perdido, levando com ele os pensamentos da menina.
Abriu a mão e soltou a fita que prendia o balão a ela, o balão vermelho foi subindo com o vento indo perdido, levando com ele os pensamentos da menina.
Ela
agora caminha sozinha, com a leveza de não se prender as coisas da vida,
a certeza que nunca se esquecera do balão, mas também não se
precipitara a pensar no futuro que a espera em cada lugar.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Cortes que cessam a dor
Eu não sei como poderia desabafar..
tem acontecido tanta coisa nessa última semana.
Eu compro roupas que não cabem em mim, eu sou uma gorda idiota e fracassada
fracasso sempre, sempre
Tenho tanto nojo de mim que dá vontade até de vomitar sem parar
Não tenho vontade de sair para lugar algum, ficar em casa, sem nada para fazer,
Eu estou perdida, não sei mais o que fazer.. sou uma perdedora, uma imunda.
Ele já notou diferença no meu modo de ser, eu espero que isso passe, mas ao mesmo tempo eu queria que ficasse comigo pra sempre.
Para ele eu estou ficando louca, pirada; mas eu pareço normal, não vejo nada além de uma gorda inútil aqui dentro. Não sirvo nem para conselhos, nem sei conversar com uma pessoa, faço de tudo para não ter companhias. É ISSO QUE ME TORNEI, UM MONTE DE MERDA AMBULANTE.
Ficar lamentando não vai adiantar, eu sei bem disso..
E mais uma vez eu caio no poço e me afogo com a água fria.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Você que nem sabe mais quem sou
E quanto mais eu sorrir
mais me lembrarei de você
mesmo que tudo tenha sido assim
mesmo você não sabendo mais nada de mim..
Hey! Eu ainda estou aqui.
mais me lembrarei de você
mesmo que tudo tenha sido assim
mesmo você não sabendo mais nada de mim..
Hey! Eu ainda estou aqui.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Quem pode dizer?
Eu poderia estar em qualquer lugar neste momento
Qualquer lugar mesmo
Se eu pudesse escolher, seria um lugar com um banco de praça cinza, com flores vermelhas em volta
Flores sem espinhos
Flores com cheiro de baunilha
Se eu pudesse entender a vida, as pessoas, os pensamentos, os idiotas
Se eu pudesse te entender..
Então eu sentaria no banco, não caberia mais ninguém, mas de que isso importa?
Talvez não seja nada, talvez seja algo
Talvez seja nada e algo ao mesmo tempo, sabe?
Se eu pudesse compartilhar todo esse sofrimento e sacrifício que tem me causado todo esse tempo
Todas as dores de cabeça, de garganta, de coração
Você saberia realmente como o peito chia por não ter ar pra respirar
E compreenderia que eu sou mais uma, mas eu não quero ser mais uma
Mas você não pode, não quer;
E mesmo que quisesse, eu ainda estaria aqui.. iludida por suas palavras.
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